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| Bioenergia-espanol Archive for December 1999 |
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| 24 messages, last added Tue Nov 26 17:13:03 2002 |
[Date Index][Thread Index]
[RB] exploraçao humana no carvao vegetal?
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Extraido do Jornal O Diario da Tarde, 03/12/99.
http://www.estaminas.com.br/dt/economia/120204.htm
Exploração perversa
Uma denúncia contundente sobre a situação dos trabalhadores nas
carvoarias no Brasil passa por Belo Horizonte, a capital do Estado que é o
maior produtor e consumidor de carvão vegetal do País e maior pólo
siderúrgico a carvão vegetal do mundo. É de Minas, onde começou a história
brasileira do carvão vegetal, que saem os carvoeiros que vão trabalhar na
Amazônia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e no próprio Estado, em
situações que beiram ao início da revolução industrial.
Estes dados estão contidos num documentário de 70 minutos realizado pela
Zazen Produções, do Rio de Janeiro, sob a direção do americano Nigel Noble
e produção de José de Barros Padilha. Este filme é resultado do trabalho de
um ano nas carvoarias dos cinco estados, e durante este período o fotógrafo
Marcos Prado trabalhou do documentário e fez um ensaio fotográfico que
resultou em um livro especial, Os carvoeiros . Além das fotos, o livro
contém depoimentos dos carvoeiros, um retrato completo da situação desses
trabalhadores no País.
Os dois trabalhos, o livro e o filme, foram lançados ontem, em Belo
Horizonte. O filme entrará para o circuito comercial na próxima semana, e o
livro já está nas livrarias, a R$ 130,00. O documentário também já passou
pela seletiva do Sundance Festival, nos Estados Unidos, e será exibido no
Festival de Filmes sobre Meio Ambiente, também nos EUA (Washington).
DISTÂNCIA
O ponto forte desses trabalhos, explica Cláudio Guerra, consultor do
Unicef para a área de meio ambiente, é o questionamento que se faz quando
se compara a performance econômica da cadeia produtiva do setor siderúrgico
com a sua performance social e ambiental. Do ponto de vista econômico, é um
sucesso. Analisando a situação dos carvoeiros, principalmente dos chamados
volantes , um desastre, uma tragédia, e do ponto de vista ambiental, uma
calamidade , diz Guerra, lembrando que acabou-se com a Mata Atlântica em
Minas Gerais e, só na Amazônia, dez pequenas usinas siderúrgicas usam de
madeira nativa para o obter carvão e exportar gusa .
Nesta cadeia produtiva, todos ganham, menos o carvoeiro. Fazemos uma
relação entre um menino carvoeiro e um executivo na Bolsa de Nova York ,
continua Guerra. Ele explica que no País, hoje, cerca de 150 mil pessoas
trabalham na cadeia produtiva do setor siderúrgico, dos carvoeiros à
indústria automobilística. O setor gera em torno de US$ 4 bilhões por ano,
dado de 94, distribuídos por toda a cadeia, no País.
GRANDE PRODUTOR
Oitavo produtor mundial de aço, o Brasil atinge a marca de 22 milhões de
toneladas/ano do produto, 30% delas em siderúrgicas movidas a carvão
vegetal. Para se ter uma idéia, são necessárias entre três e quatro metros
cúbicos de carvão para produzir uma tonelada de ferro-gusa. Na década de
90, o Brasil alcançou a produção média de 30 milhões de metros cúbicos de
carvão por ano, grande parte dela resultado da exploração de famílias,
incluindo crianças, que vivem de forma desumana, às vésperas do Terceiro
Milênio,
Para Guerra, a solução está em mecanizar as carvoarias, o que pode gerar
desemprego, ou melhorar as condições de trabalho. No mínimo, investir em
EPI Equipamento de Proteção Individual e colocar água em abundância nos
locais. Os carvoeiros trabalham em fornos com temperatura de 600 graus
centígrados, sob forte pressão e poeira. Um homem de 42 anos, nesse
trabalho, parece um velho de idade bem avançada , diz. Ele afirma que a DRT
Delegacia Regional do Trabalho é responsável pela fiscalização, mas não tem
infra-estrutura, e o mercado de carvão vegetal especializou-se em burlar as
legislações tributária, trabalhista e ambiental , diz.
MARLUCI MESSORA
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Rogerio Carneiro de Miranda
Asesor Tecnico Principal
PROLEÑA/Nicaragua
Apartado Postal C-321
Managua, Nicaragua
TELEFAX (505) 276 2015, 270 5448
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