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Bioenergia-espanol Archive for February 2000
31 messages, last added Tue Nov 26 17:13:07 2002

[Date Index][Thread Index]

Re: [RB] Mata Atlantica e Carvao vegetal



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   RED INTERNET EN BIOENERGIA      -      REDE INTERNET EM BIOENERGIA
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Apoio/Apoyo: PROLEÑA/Nicaragua  <http://www.sdnnic.org.ni/prolena>
             IPEF-ESALQ/USP/Brasil  <http://www.ipef.br>
-------------------------------------------------------------------------


De acordo com o Peter, as vezes as pessoas que atacam os eucaliptos, se
esqueçem que na vida tudo é um processo dinámico e dde aprendizado.
Felizmente  a tecnología de cultivo de eucaliptos utilizada atualmente por
plantadores modernos, nada tem que ver com o plantio sem normas e sem
criterios que se realizou nos anos 70. E ainda temos muito que aprender e
melhorar, e em 20 anos mais, as técnicas seram outras ainda mais
compativeis com o ambiente e o social.

rogério



At 04:06 p.m. 01/02/00 -0200, you wrote:
>=========================================================================
>   RED INTERNET EN BIOENERGIA      -      REDE INTERNET EM BIOENERGIA
>=========================================================================
>Apoio/Apoyo: PROLEÑA/Nicaragua  <http://www.sdnnic.org.ni/prolena>
>             IPEF-ESALQ/USP/Brasil  <http://www.ipef.br>
>-------------------------------------------------------------------------
>
>A reportagem foi boa no sentido de alertar sobre uma situação caõtica
existente no Brasil, no entanto o Guerra foi irresponsável ao omitir a
situação das empresas sérias, com processos certificados e auditados
internacionalmente  pelo FSC (Plantar e Mannesmann), as quais têm uma outra
proposta, a de manejo sustentável do ponto de vista ambiental, econômico e
social.
>
>
>bioenergia-l@jatoba.esalq.usp.br:
>> =========================
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>>    RED INTERNET EN BIOENERGIA      -      REDE INTERNET EM BIOENERGIA
>> =========================
>> =========================
>> =======================
>> Apoio/Apoyo: PROLEÑA/Nicaragua  
>>              IPEF-ESALQ/USP/Brasil  
>> -------------------------------------------------------------------------
>> 
>> 
>> 
>> Amigos: Outra materia sobre a siderurgia a carvao vegetal no Brasil. 
>> Extraido do Jornal O Estado de Minas , caderno Ecológico
>> 
>> http://www.estaminas.com.br/ecologico/012215.htm
>> 
>>    Tragédia atlântica 
>> 
>>  A história de um passivo ambiental que causou a morte da Mata Atlânt
>> ica e
>> do bioma do Cerrado no coração leste do País
>> 
>> 
>> Cláudio Guerra (*)
>> 
>> 
>>  A siderurgia a carvão vegetal é uma atividade muito importante para 
>> a
>> economia mineira e brasileira, gerando um faturamento anual da ordem de U
>> S$
>> 4 bilhões. A história do carvão vegetal no Brasil teve início em 
>> meados do
>> Século XIX, no leste de Minas Gerais, quando as primeiras sementes da
>> Revolução Industrial influenciaram o surgimento da indústria siderú
>> rgica
>> naquela região. Nela encontravam-se dois ingredientes fundamentais para
>>  o
>> desenvolvimento da tecnologia de produção de ferro-gusa a carvão ve
>> getal: a
>> presença da Mata Atlântica e de grandes jazidas de minério-de-ferro.
>> 
>> 
>>  Em 1827, o engenheiro francês Jean Monlevade fez a primeira corrida do
>> ferro-gusa em sua fazenda, em Caeté. Cinco décadas depois, o imperado
>> r do
>> Brasil, Dom Pedro II, criou a Escola de Minas de Ouro Preto e chamou outr
>> o
>> engenheiro francês, Henri Gorcex, para dirigi-la. No início do Sécu
>> lo XX,
>> surgiram no leste de Minas dezenas de pequenas indústrias produtoras de
>> ferro-gusa. A região começa a se consolidar como um pólo siderúrg
>> ico
>> quando, em 1921, um grupo empresarial da Bélgica - o ARBED - criou a
>> Siderúrgica Belgo-Mineira, na cidade de Sabará.
>> 
>> 
>>  Em 1937, o grupo dá um grande salto e estabelece um marco na produçã
>> o
>> siderúrgica e de carvão vegetal no Brasil: é instalada naquela regi
>> ão, às
>> margens do Rio Piracicaba, a nova unidade da Belgo-Mineira - a maior e ma
>> is
>> moderna usina siderúrgica da América Latina. Poucos anos depois, o go
>> verno
>> brasileiro também cria uma grande usina siderúrgica a carvão vegeta
>> l, 50
>> quilômetros abaixo, no mesmo Rio Piracicaba - a Acesita, produtora de a
>> ços
>> inoxidáveis do Brasil. Assim, à enorme expansão da siderurgia minei
>> ra
>> correspondeu também um ``boom'' de sua principal matéria- prima: o ca
>> rvão
>> vegetal.
>> 
>> 
>> Efeitos negativos
>> 
>> 
>>  Concentradas numa mesma região, estas duas usinas siderúrgicas, Belg
>> o
>> Mineira e Acesita, juntamente com a produção de lenha e a formaçã
>> o de
>> pastagens, contribuíram para a completa devastação da Mata Atlânt
>> ica no
>> leste mineiro. O carvoejamento passou a ser uma das principais atividades
>> econômicas da região. Como conseqüência, a madeira começou a fi
>> car cada vez
>> mais distante da usina siderúrgica, o que aumentava os custos de produç
>> ão. 
>> 
>> 
>>  Entre o final da década de 40 e o início dos anos 50, são plantada
>> s as
>> primeiras florestas de eucalipto. O objetivo era reduzir os custos de
>> produção, buscando a obtenção da madeira - e do carvão - o mais
>>  próximo
>> possível da unidade industrial. Décadas depois, as empresas reflorest
>> adoras
>> começam a argumentar que o plantio de eucalipto poderia reduzir as pres
>> sões
>> sobre as matas nativas ali existentes. 
>> 
>> 
>>  Entretanto, o déficit ambiental aumentou significativamente e os efeit
>> os
>> negativos na biodiversidade regional podem ser considerados desastrosos,
>> conforme estudos recentes da UFMG. Paralelamente, a indústria siderúr
>> gica
>> crescia em outras regiões de Minas, aumentando exponencialmente o consu
>> mo
>> de sua principal matéria-prima. E nos anos 50, uma grande siderúrgica
>> alemã, a Mannesmann, instalou-se no município de Belo Horizonte. 
>> 
>> 
>> Avassalador
>> 
>> 
>>  A partir de 1967, o governo federal começou a investir na expansão d
>> as
>> indústrias siderúrgica e de celulose, implementando uma arrojada polí
>> tica
>> de incentivos fiscais e subsídios a programas de reflorestamento, o que
>> contribuiu para um crescimento exponencial das áreas de plantio com a
>> monocultura de eucalipto no País, superando inclusive culturas tradicio
>> nais
>> como as de arroz, feijão e café.
>> 
>> 
>>  Segundo dados oficiais, em Minas essas áreas passaram de 62 mil hectar
>> es,
>> em 1967, para quase 2 milhões em 1982. Nos anos 70 é criado o pólo
>> siderúrgico do oeste e norte de Minas, abrangendo os municípios de Se
>> te
>> Lagoas, Divinópolis, Pirapora e Várzea da Palma, entre outros. Todos
>> localizados em áreas de Cerrado.
>> 
>> 
>>  Desta forma, a produção de carvão se deslocou do leste para o nort
>> e e
>> noroeste de Minas, onde contribuiu para a devastação do bioma do Cerr
>> ado.
>> Paralelamente, chegava a monocultura do eucalipto, para continuar o
>> fornecimento da matéria-prima básica para a siderurgia. Só na regiã
>> o norte
>> de Minas foram ocupados, em menos de 20 anos, um milhão e cem mil hecta
>> res
>> com a monocultura desta árvore. Os impactos ambientais e sociais de tal
>> avanço nunca foram contabilizados e pouco são discutidos. 
>> 
>> 
>>  A conversão da madeira em carvão vegetal é desenvolvida através 
>> de uma
>> tecnologia extremamente rudimentar. As perdas são em torno de 50%. Isso
>> significa que, na produção de carvão, ao se cortar uma área de um
>>  hectare
>> de floresta, metade da madeira será convertida em fumaça e a outra me
>> tade
>> em subprodutos dentro dos fornos. Não tem havido investimentos na
>> tecnologia de conversão.
>> 
>> 
>>  Portando, o desmatamento avassalador, o desperdício e a exploração
>> desumana da mão-de-obra passaram a fazer parte da cultura da produçã
>> o de
>> carvão vegetal quando, nos anos 80, o Estado de Minas Gerais se tornou 
>> o
>> maior pólo siderúrgico a carvão vegetal do mundo. 
>> 
>> 
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>> 			Asesor Tecnico Principal
>> 			PROLEÑA/Nicaragua
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