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| Bioenergia-espanol Archive for October 2000 |
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| 12 messages, last added Tue Nov 26 17:13:31 2002 |
[Date Index][Thread Index]
Re: [RB] Termelétricas: solução ou farsa?
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Apoio/Apoyo: PROLEÑA/Nicaragua <http://www.sdnnic.org.ni/prolena>
IPEF-ESALQ/USP/Brasil <http://www.ipef.br>
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Prezados colegas
Este é justamente um tema ao qual o CENBIO - e eu pessoalmente - temos nos dedicado
sem cessar. Foi minha tese de doutorado, inclusive.
A questão é longa e já vem sendo debatida cada vez com mais freqüência. Convido
inclusive a todos para visitarem nossa homepage www.cenbio.org.br onde há vários
artigos técnicos discutindo-a.
Atenciosamente
Suani Coelho
CENBIO
Centro Nacional de Referência em Biomassa
Rogerio Miranda wrote:
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> RED INTERNET EN BIOENERGIA - REDE INTERNET EM BIOENERGIA
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> Apoio/Apoyo: PROLEÑA/Nicaragua <http://www.sdnnic.org.ni/prolena>
> IPEF-ESALQ/USP/Brasil <http://www.ipef.br>
> -------------------------------------------------------------------------
>
> Extraido do Jornal O Estado de Minas
>
> http://www.superavit.com.br/noticias.asp?id=550
>
> "E porque os programas de incentivos de cogeração nos setores
> sucro-alcooleiro, siderúrgico e outros não deslancharam? E as fontes de
> geração solar e eólica? E porque não viabilizar as termelétricas à lenha e
> rejeitos?"
>
> Veja o artigo completo abaixo.
>
> TERMELETRICAS : SOLUÇAO OU FARSA?
>
> Alexandre Heringer Lisboa *
>
> Em 1980, o então Ministro das Minas e Energia do governo militar de João
> Figueiredo, César Cals, fazia contas mirabolantes. Para justificar o acordo
> nuclear Brasil/Alemanha, o maior engodo energético da recente história do
> País, afirmava que o crescimento da economia brasileira seria da ordem de
> 10% ao ano e, com isso, a oferta de energia elétrica deveria ser de 12% ao
> ano. Caso isso não se verificasse seria o caos – ou o Cals – no
> fornecimento elétrico. Era preciso inventar um problema do tamanho da
> solução que já estava pronta.
> Esse delírio governamental durou pouco, pois nessa mesma época agravara o
> ciclo recessivo com o qual o Brasil já estava convivendo e que espantou de
> vez o tal colapso energético. Espantou tão radicalmente que provocou um
> problema completamente oposto: excesso de eletricidade. De fato, a oferta
> de energia elétrica era tanta que levou o mesmo governo a iniciar outro
> delirante projeto: o da eletrotermia.
> Na metade da década de 80, novamente o fantasma do racionamento veio,
> novas soluções mágicas ganharam vida, mas outra vez o tão anunciado
> desastre não acontecera. As constantes crises econômicas, que nos impunham
> uma recessão e, com isso, a redução no consumo, aliado com a boa eficiência
> do setor elétrico nacional, na época majoritariamente estatal, adiaram os
> desastres anunciados.
> Entretanto, o setor energético nacional já estava programado para
> definhar. De um lado não havia um planejamento energético e estratégico
> integrado. Essa característica convivia com outros fatores como travamento
> tarifário do setor elétrico, como forma de aliviar as pressões
> inflacionárias e alguns equívocos graves que haviam sido cometidos pelas
> próprias estatais, como, por exemplo, os casos de Balbina e Tucuruí, que
> ocorreram devidos sobretudo à essência de um governo autoritário. O fato
> mais grave, contudo, residia na paulatina saída do Estado no financiamento
> do setor energético.
> Os agravantes ocorridos à partir da posse de Fernando Henrique Cardoso,
> como a açodada reestruturação do setor e a acelerada privatização, feitas
> antes mesmo da criação de uma agência reguladora e o aperto cada vez maior
> nas estatais que restavam, selaram a sorte do setor elétrico nacional.
> Agora, com essas estatais estranguladas pelo governo, com o sistema
> elétrico em grande parte privatizado e, ao contrário do que afirmavam os
> privatistas, deixando de fazer os investimentos necessários em geração
> hidrelétrica, de retorno de capital mais longo, nova crise nos ameaça. Mas
> colocam a culpa em São Pedro. Esse Santo virou saco de pancadas do Operador
> Nacional do Sistema – ONS. Quando houve o grande blecaute 11/março/1999, o
> culpado foi um raio da chuva que São Pedro mandou. Agora com o Santo
> segurando a chuva e junto com o atual e momentâneo crescimento no consumo,
> voltamos ao problema de sempre: ameaça ao abastecimento de eletricidade.
> Para resolver o problema tiram da cartola uma solução nada original: O
> Programa Prioritário das Termelétricas – PPT. Tal como foi lançado, esse
> programa representa mais um delírio de governo e um verdadeiro assalto ao
> Tesouro Nacional. É a reedição gasosa e desmilitarizada do Acordo Nuclear
> Brasil-Alemanha. Dizem que a História sempre se repete, sendo da segunda
> vez como farsa. No caso é a farsa que se repete.
> A transferência ao setor privado de dinheiro público, via subsídios e
> facilidades como as garantias de compra do excedente não comercializado, de
> preço e do suprimento de gás natural por 20 anos pela Petrobras e o
> financiamento mínimo de 30% do empreendimento pelo BNDES, são as maiores
> marcas desse programa. A intenção de transferir o risco cambial para os
> consumidores, quando se fala em controle inflacionário e praticando uma
> ajuste fiscal, cortando na carne os já minguados recursos para a educação e
> saúde, é inaceitável e imoral. O governo FHC, de tanto louvar a iniciativa
> privada, reinventa o velho capitalismo sem risco.
> O Brasil, mal acostumado com os atuais baixos preços do petróleo, agora
> paga caro pela falta de planejamento estratégico e pelo desdém com que
> foram tratadas as formas alternativas de produção de energia. Chegamos a
> ter 96% dos carros vendidos movidos à álcool, em 1985, enquanto em 1999
> foram apenas 0,1%. E porque os programas de incentivos de cogeração nos
> setores sucro-alcooleiro, siderúrgico e outros não deslancharam? E as
> fontes de geração solar e eólica? E porque não viabilizar as termelétricas
> à lenha e rejeitos?
> A questão energética envolve facetas e disciplinas altamente
> interdependentes. A questão do suprimento energético, que aborda o lado da
> oferta, é apenas uma delas. Assim, não deveríamos também atuar no lado da
> demanda, procurando maximizar e agregar valores aos produtos
> energo-intensivos? Entramos tarde no grande debate, que deveria ser a
> principal essência da questão energética: quem ou qual parcela da população
> se apropria da maior parte da energia gerada? Como democratizar e
> universalizar o uso da energia?
>
> * Alexandre Heringer Lisboa
> é engenheiro eletricista
> e diretor do Sindicato de
> Engenheiros de Minas Gerais
>
>
>
> >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
> Rogerio Carneiro de Miranda
> Asesor Tecnico Principal
> PROLEÑA/Nicaragua
> Apartado Postal C-321
> Managua, Nicaragua
> TELEFAX (505) 276 2015, 270 5448
> EMAIL: rmiranda@sdnnic.org.ni
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